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Centrais de Negócios 2009


coração do vale I morangos

Ouro vermelho
brota no campo

Com pouco mais de um ano de fundação da
Central de Negócios, produtores de morango
colhem o sucesso da organização do trabalho
A porta de entrada desta empresa é uma porteira, os funcionários não usam
crachá porque todos se conhecem pelo nome e o patrão anda sorridente com um
chapéu na cabeça e uma bacia na mão cheia do ouro vermelho de Bom Repouso:
o morango. Há mais de um ano, os pequenos produtores que viraram empresários
nessa pequena cidade do Sul de Minas decidiram fazer parte da Central de Negócios
do SEBRAE-MG e, desde então, experimentam o doce sabor de ter 100% de aumento
nos lucros. A roça virou empresa e o que antes era um punhado de produtores
que trabalhavam por conta própria se tornou uma associação sólida e com um novo
nome: Coração do Vale.
Para os produtores, o desafio da implantação da Central valeu a pena e eles não
se intimidaram com as novidades, principalmente porque tiveram que aprender a se
perceberem como empresários, assumindo a responsabilidade dessa nova posição.
“Hoje a gente sabe muita coisa que antes não sabia. O produto que a gente usa não
é mais de qualquer jeito. Aprendemos a forma de tratar o solo para não estragar e
até o jeito de embalar o morango na caixa para ficar melhor e mais bonito”, conta
João Batista dos Santos, um dos novos empresários da Coração do Vale. Ele planta
morangos há nove anos e diz que ficou bastante animado desde que notou os primeiros
resultados da nova forma de gerenciar o próprio negócio.
Desde março de 2008, quando o programa começou a ser implantado na cidade,
foram mais de 119 horas de treinamento e quase 300 de consultoria direta com
o SEBRAE-MG. Reuniões a cada 15 dias serviam para se discutir as linhas do projeto
e também para se conhecer as dificuldades e os avanços dos produtores com
o programa. A necessidade de integração de cooperação entre os produtores com
treinamentos sobre como realizar as compras integradas virou o principal assunto
dos encontros quinzenais.

“Nossos companheiros estão
contentes, conseguiram melhorias
e é isso que a gente quer:
melhoria para as famílias”


A organização trouxe conquistas. Uma das principais foi a elevação do preço do
produto no mercado. João Batista lembra que o morango antes era vendido fora dos
padrões e por um preço que eles próprios desconheciam. “A pessoa levava pelo preço
que queria e se a gente não aceitasse a pechincha o freguês falava que comprava
do outro produto.” Muitos produtores realmente desconheciam o custo da própria
produção e, com isso, não podiam avaliar a margem de lucro e até misturavam o
dinheiro do faturamento da produção com o que já haviam investido. Através da
Central eles construíram um centro de distribuição, onde os morangos são vendidos.
Assim, há uma padronização da venda, evitando a desvalorização do produto.
“Hoje as pessoas já vêm direto comprar com a gente porque a qualidade do nosso
morango está melhor”, afirma João Batista.
O presidente da Central de Negócios de Bom Repouso, Jesus Batista, também sofreu
com esse problema e agora, conta, tem pleno controle de quanto vale a mercadoria que
oferece ao freguês. “ Antigamente eu não tinha como brigar pelo preço sozinho. Era o
preço que o comprador queria. A gente não anotava nada. Só plantava, colhia e vendia.
A gente não sabia o valor do mercado. Agora temos internet. Temos informação.”
Com a venda conjunta e bem planejada os lucros não demoraram a aparecer. Só
com a compra de insumos, por exemplo, os produtores conseguiram uma economia de
27%. Com isso, o preço da caixa de morangos subiu de R$ 2,30 para R$ 3,67 em pouco
tempo. A produção também aumentou: enquanto em 2007 eles fecharam o ano com a
venda aproximada de 95.800 caixas, em 2008 esse número saltou para a impressionante
marca de 205.164. “Se não fosse a Central de Negócios eu podia ter desistido de plantar
morango. Estou com fé que ainda vai melhorar”, afirma João Batista, que hoje conta com
um centro de distribuição, que padroniza o processo de venda dos morangos e evita a
desvalorização do produto. “Hoje as pessoas já vêm direto comprar com a gente porque
a qualidade do nosso morango está melhor”, comemora o produtor.
O produtor Anilton Rodrigues Silva, que planta morango há 12 anos, levou para
dentro de casa a recompensa pelo trabalho organizado junto com os colegas de lavoura.
“Já aconteceu de eu vender o morango e não receber. Agora tenho o dinheiro
todo fim de semana. Dá para pagar as contas e até pude comprar uma mesa grande
que minha esposa sempre quis.” Com a casa arrumada e a família satisfeita, Anilton
vai realizar um sonho jamais imaginado. Em outubro, o homem simples da roça, que
nunca entrou num avião, viaja para Portugal onde irá conhecer uma outra Central de
Negócios. “Vou para Portugal. Uma pessoa da roça viajar para o exterior dá orgulho.
Uma satisfação que nem sei explicar.”
Anilton também conta de uma mania que está movimentando as mulheres de
sua casa e de outros produtores. Sua esposa, mãe e irmã passaram a se dedicar à
fabricação do licor e da geléia de morango. Agora em Bom Repouso é assim, enquanto
os homens dão conta da plantação e da organização da Central, as mulheres
adoçam ainda mais os lucros com os produtos provenientes do morango. Outra
conquista dos produtores foi a compra de um baú refrigerado que está sendo montado
no centro de distribuição para que os morangos possam durar mais tempo e
com mais qualidade. Anilton explica que, depois de colhido, o morango dura cerca
de três dias sem refrigeração. Com a câmara fria, a fruta ganha mais dois dias de resistência.
Também compararam uma caminhonete e construíram uma nova estrada
para ajudar no transporte do produto até o centro de distribuição.
A tecnologia por meio de um computador próprio da Coração do Vale também
ajudou muito na organização de dados referentes ao planejamento da produção e
das vendas. O acesso à internet contribuiu principalmente na hora de pesquisar os
preços do morango no mercado e de buscar informações sobre outros produtos,
como os insumos utilizados na plantação. Outra vantagem da unificação dos produtores
na Central de Negócios foi a facilidade de acesso ao crédito.
Com a produção organizada, preços definidos e vendas a todo vapor, os produtores
de morango ainda passaram pela experiência do desenvolvimento de um planejamento
de marketing, por meio da consultoria do SEBRAE-MG, a partir do Programa Sebrae
de Design. Para o produtor João Batista, a explicação para o investimento em uma marca
está na ponta da língua: “Se a gente não tiver marca, a gente não tem identidade.”
“Nossos companheiros estão
contentes, conseguiram melhorias
e é isso que a gente quer:
melhoria para as famílias”
João Batista dos Santos
empresário Coração do Vale


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Cooperar para crescer


Cooperar para crescer
As Centrais de Negócios ampliam mercados e aumentam
a competitividade de micro e pequenas empresas. Elas
reúnem pessoas ou empresas que querem somar esforços e
compartilhar soluções.
Apesar de ser nova no Brasil, a iniciativa vem ganhando
adeptos. Em Minas Gerais existem mais de 24 Centrais
de Negócios na indústria, comércio, agronegócio e artesanato.
Em todo o país são 325 centrais que recebem
apoio do SEBRAE.
A experiência da cooperação proporciona uma série de
benefícios. Os empresários podem fazer compras conjuntas,
vender, criar planos de marketing, treinar equipes, desenvolver
marcas ou projetos de design, construir depósitos de
distribuição e podem barganhar nas negociações.
Um dos maiores incentivos à constituição de novas Centrais
são os relatos de experiências bem-sucedidas. Esta é a
proposta da publicação Centrais de Negócios. O SEBRAE-MG
apresenta 11 casos de grupos que se uniram para crescer.
Os empresários que relatam experiências
vivem em diferentes regiões do Estado.
Trabalham em setores também diferentes.
Mas se assemelham no empenho.
Eles acreditaram na força do grupo,
aprenderam a trabalhar juntos e mostram
o resultado de seus esforços.

Roberto Simões
Presidente do Conselho Deliberativo

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A vitória dos Garcias - Revista Globo Rural



Seu Mário começa a cuidar de seus canteiros logo cedo. Por volta das seis e meia da manhã, ele já está na plantação, abrindo a cobertura de plástico branco que protege as frutas do frio da Serra da Mantiqueira. São 16 mil pés de morango, cultivados com todo o carinho. "Eu acho gostoso trabalhar aqui, chego cedo e só vou embora de noite. Fico limpando, ajeitando... Tem dia em que nem almoço." Mário da Costa, de 41 anos, vive com a família no Bairro dos Garcias, no município de Bom Repouso, um dos maiores produtores de morango de Minas Gerais, ao lado de Pouso Alegre e Estiva. Em 2008, a região colheu 14,8 mil toneladas, de acordo com a Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural. O morango é um dos pilares de sustentação da economia local e vem ganhando projeção no estado, principal produtor da fruta no país, com 76,4 mil toneladas no ano passado, segundo levantamento da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Em 2007, a Associação de Moradores do Bairro dos Garcias procurou o Sebrae-MG - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais para organizar e capacitar os produtores, até então abandonados à própria sorte ou dependentes de atravessadores. "Os moradores já tinham uma visão de associativismo, compravam cesta básica juntos. Começamos a trabalhar a partir daí, observando quais eram as dificuldades deles", aponta o analista do Sebrae Rodrigo Pereira.

Rapidamente, o grupo constituiu a Associação dos Pequenos Produtores de Morango dos Garcias e, não muito tempo depois, graças ao apoio do Sebrae, ergueu a Central de Negócios Coração do Vale, com câmaras refrigeradas, fundamentais para a comercialização direta, sem a interferência dos atravessadores, que até então determinavam o preço que receberiam pela fruta. Como o morango é perecível - dura até 2 dias sem refrigeração -, não havia muita opção para os moradores do Garcias, que entregavam o produto por preço abaixo da média do mercado. "O atravessador vinha à roça para comprar e, como a gente não sabia quanto valiam, vendíamos por quanto eles queriam", diz o presidente da associação, Jesus Batista de Godoi.


Com a formação da Central de Negócios, os morangueiros de Bom Repouso passaram a administrar melhor o próprio comércio. Além das vendas em conjunto, as compras de insumo seguem a mesma linha, o que resulta em uma economia de 27% nos gastos com mudas, lonas, adubos e outros produtos. Já foi possível comprar uma pequena camionete para facilitar o transporte das caixas, além da câmara fria para estocar os morangos que não são vendidos, evitando perdas.

Atualmente, a central conta com 22 produtores com 205.164 mil pés plantados - cerca de 3 hectares. Com essa área, conseguem entregar até 4.500 mil caixas de morango por semana. A maior parte da produção vai para a Ceagesp - Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, e o restante segue para sacolões e mercados de Bom Repouso e de cidades próximas, como Pouso Alegre. Cada produtor recebe de acordo com a quantidade de caixas que entrega. Em 2007, a renda da maioria estava entre 380 e 450 reais; em 2008, os morangueiros de Bom Repouso chegaram a receber de 450 a 800 reais.


Seu Mário não tem muito do que reclamar, afinal, consegue lucrar por volta de mil reais por mês só com a produção da fruta - cerca de 480 caixas por mês. Diz que dá para pagar as novas despesas da casa, que agora incluem grande quantidade de fraldas dos novos integrantes da família, os gêmeos Miguel e Laura, de apenas um ano. A colheita é feita três vezes por semana, e, graças ao friozinho da montanha e à compra de mudas melhores, é possível colher durante o ano todo. A diferença é que agora o morango vale mais. O preço médio em 2007 era de 2 reais por caixa, que pesa 1,2 quilo. Já em 2008, o preço saltou para 4,50 reais. Segundo ele, não tem mais essa história do atravessador dar a palavra final na hora da compra. Os associados olham diariamente a cotação da fruta na internet, pelo computador da Central, e já sabem por quanto vão vender. Outros produtores da cidade, que antes diziam que se organizar era perda de tempo, agora telefonam para saber quanto está valendo o morango, para não serem passados para trás. "O maior cuidado que tem de ter é com o solo", afirma João Batista dos Santos, de 42 anos, que sabe da importância de preparar bem a terra para a plantação de um fruto tão delicado como o morango. A adubação é verde e para isso são cultivados aveia, milho e crotalária - grande fixadora de nitrogênio no solo.


Muitos morangueiros usam somente a quantidade máxima permitida de agrotóxico, e outros a sabedoria popular - cravo-de-defunto, alho e cebola para espantar as pragas pelo cheiro. Seu João sabe muito bem: "Os produtos que são tóxicos têm a 'caveirinha', para indicar que se abusar a gente pode ficar doente ou até falecer. Desses da 'caveirinha' a gente não usa não, só os biológicos mesmo". Para seu Mário também não tem esse papo de veneno para matar bicho. "Não tem jeito de plantar com agrotóxico. Se eu for plantar o que meus filhos não podem comer, eu não planto", diz.

A jovem Central de Negócios Coração do Vale está toda orgulhosa e cheia de energia. Receberam um terreno da prefeitura para ampliar a sede e já construíram um barracão, espaço que servirá para acomodar os compradores visitantes e embalar as caixas para a venda. Com sede nova e veículo próprio para transportar a carga, agora os produtores querem fortalecer a marca Coração do Vale, criada para o produto. A ideia é investir na personalização do morango - seja na forma de fruta, geleia ou licor -, para que ele obtenha a maior lucratividade possível, sem necessariamente dobrar ou triplicar a produção, como explica o analista do Sebrae. "Não adianta dar um passo maior que a perna, tem de entender onde está e qual é o nicho de mercado. Ter um direcionamento estratégico para o que é realmente importante", afirma.

Seu Mário quer mais é continuar com sua lavoura e, se possível, ampliá-la. "A vida nossa é o campo. Nasci, vivi e vou morrer aqui



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Minas tem primeira Central de Negócios de Morango



Portal do Agronegócio
Empresa Vinculada a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica do CENTEV/UFV
Campus UFV, Anexo ao Ed. da FUNARBE Sl 206, Viçosa MG, 36570-000

União de agricultores cria novas perspectivas para a produção no Sul de Minas

Produtores de morango de Bom Repouso se unem para formar a primeira central de negócios de Minas Gerais no segmento. Juntos, eles conseguem reduzir custos na compra de insumos, eliminar atravessadores, melhorar a margem de lucro e já pensam em aumentar a produção.



A implantação da Central de Negócios é uma das atividades do projeto que o SEBRAE-MG desenvolve desde março de 2007 na região. No dia 7 de agosto será oficializada a união em uma apresentação que irá mostrar os principais resultados do grupo.

Minas é o Estado que mais produz morangos no país, com 1.704 hectares de área plantada. Segundo o IBGE (2008), Bom Repouso é o município de lavoura mais extensa, com 460 hectares e maior colheita, 24.840 toneladas. Se depender dos agricultores do bairro dos Garcias, os números vão crescer, pois 75% deles pretendem ampliar a produção.

O otimismo vem dos bons resultados do trabalho em conjunto. Hoje, os 36 integrantes do grupo reúnem um volume médio semanal de 6 mil caixas de morangos, que são entregues para que a central negocie de forma conjunta. Como a fruta perece rapidamente, antes os produtores eram obrigados a vender tudo pelo preço oferecido por atravessadores. "Não tínhamos como questionar. Era vender ou perder a colheita", lembra o produtor Silvanei César da Silva.

Depois que uniram forças, os lucros aumentaram. Um computador ligado à Internet ajuda a monitorar o preço da fruta no mercado paulista e assim os produtores têm condições de negociar um valor justo. Graças a essa estratégia, a média de preço da caixa de 1,2 quilos saltou de R$ 2,30 para R$ 3,67. O montante negociado em 2008 chegou a R$ 183 mil, já a produção que em 2007 era de 95.744 caixas anuais chegou a 205.164 caixas no ano passado.

Outra vantagem foi a diminuição dos gastos com insumos. Produtos como lonas, adubos e nutrientes são comprados com desconto de até 27%. Embalagens chegam a custar 40% mais barato, com prazos entre 30 e 90 dias para pagar e nenhuma burocracia.

Com mais dinheiro em caixa os agricultores compraram um baú que será adaptado para se tornar uma câmara fria. Com o veículo, os produtos poderão ser conservados por mais tempo e terão mais qualidade. Outra conquista foi a aquisição de um terreno, junto à prefeitura, para construir um galpão onde deverá funcionar a nova sede do grupo e uma loja de distribuição e venda.

Parcerias

Os produtores também resolveram investir na marca Coração do Vale. A escolha do nome para o produto e a embalagem surgiram com a consultoria do SEBRAE-MG por meio do Programa Sebrae de Design.

Além de consultorias, o SEBRAE-MG também incentivou o associativismo entre os agricultores, que criaram a Associação de Pequenos Produtores dos Garcias. "No início, apresentamos as bases da cultura da cooperação. Os produtores também passaram por programas de capacitação rural para reconhecer e administrar suas propriedades como um negócio. Depois, tratamos do problema para alcançar o mercado", explica o técnico do SEBRAE-MG na região, Rodrigo Ribeiro Pereira.

Em 2008, o SEBRAE ampliou sua atuação na fruticultura de morango com apoio a um grupo de produtores de Alfredo Vasconcelos, município próximo de Barbacena.

Lançamento da Central de Negócios de Morango, 7 de agosto Bom Repouso/MG

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Exportaminas visita produtores de morango do Sul de Minas


Oportunidade e força de vontade podem fazer toda a diferença no processo de exportação. O produtor de morangos de Bom Repouso (Sul de Minas), José Lidelmo de Andrade, ao participar da Rodada Internacional de Negócios durante a 23ª Superminas Food Show - realizada entre os dias 20 e 22 de outubro, em Belo Horizonte, no Expominas - percebeu a possibilidade de exportar para Portugal, Venezuela e Chile. "Temos uma produção em torno de mil caixas por semana e necessitava de orientação para exportar", conta o produtor, participante da Associação Coração do Vale.


Ao se reunir posteriormente com o produtor, a Central Exportaminas tomou conhecimento de que as cidades de Bom Repouso, Ouro Fino, Pouso Alegre e Estiva possuíam várias cooperativas e associações de produtores de morango com as mesmas dúvidas e vontade de exportar. Assim, entre os dias 4 e 6 de novembro, uma equipe da Central Exportaminas esteve na região conhecendo esses produtores, ministrando palestras e orientando os produtores.
Participaram da visita técnica o Gerente de Promoção Comercial Ivan Barbosa Netto e os Consultores de Exportação Paulo Marcius Campos e Carlos Malta. "Na Associação Coração do Vale, em Bom Repouso, conhecemos algumas propriedades produtoras, a estrutura da associação e o packing house - processamento, separação, classificação, armazenagem e expedição das frutas", conta Paulo Marcius.
A Exportaminas visitou ainda as instalações da Tropical Food Machinery, indústria de capital Ítalo Brasileiro que produz máquinas para beneficiamento de frutas. A equipe participou também do III Seminário de Produção Integrada do Morango, promovido pela Universidade do Vale do Sapucaí (Univas), onde foram efetuados contatos institucionais com a Emater, Epamig e Sebrae.

Nem só de morango

Em Ouro Fino, a equipe se reuniu com produtores de café orgânico, banana orgânica (do tipo prata) e mel da Fino - Associação de Produtos Orgânicos da cidade. "Nesta oportunidade conhecemos a estrutura da associação e comprovamos que possuem três certificações internacionais, porém, os produtos ainda não possuem escala para exportação", constatou Carlos Malta.
Já em Pouso Alegre, a equipe visitou a Abasmig - Associação de Bataticultores da Região Sul Minas - onde conheceu produtores rurais de morango, batata e flores. A associação efetua operações de importação de sementes de batatas da França e da Holanda e já exportou para o Iraque.
"Encontramos universos diferentes de produtores da agricultura familiar de morangos com renda média mensal oscilando entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00", constata Paulo Marcius, que diz haver várias questões estruturais a serem resolvidas até atingirem os quesitos de certificação e padrões para exportação. Um passo para isso, segundo o consultor, foi a criação do Pimo - Programa Integrado de Produção de Morango, no início de novembro. Uma parceria entre Emater e Epamig que visa incentivar boas práticas de produção e padronização para que os produtores possam seguir para os passos seguintes, que seriam as certificações internacionais (CITIES, GLOBAL GAP etc). Porém, completa Paulo, tais passos necessitam de articulação entre as entidades públicas e privadas, como incentivo a produção e manejo sustentável à exportação.

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CULTIVAR de Sucessos



Técnico da Emater-MG esclarece que, em locais mais quentes, em vez da irrigação por gotejamento

Uma nova cultivar de morango vem fazendo sucesso entre os produtores do Sul de Minas, principalmente. A espécie, conhecida como dia neutro, foi desenvolvida pela Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, e permite que o morango floresça o ano inteiro, aumentando a produção, a qualidade da fruta e o lucro dos agricultores.

O técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Luiz Fernando Faria, que trabalha no município de Tocos do Moji, informa que essa espécie de morango possui três variedades de mudas: Albion, Aromas e Diamante.

“Esse morango dá em qualquer época do ano, ao contrário da espécie do dia curto, que só floresce no período mais frio. Antes, quem quisesse cultivar morango teria que esperar o outono/inverno. Se quisesse em outra época, para atender à demanda, teria que partir para outra opção, que era mais onerosa, com a implantação de uma estufa bem resfriada. A espécie do dia neutro consegue prolongar a produção por mais de um ano e consegue dar uma fruta com o cabo mais longo, que serve para fazer fondue.”

Ele diz que Argentina e o Chile possuem a patente para produzir essa cultivar, mas o Brasil ainda não conseguiu a autorização por causa do custo dos royalties. “No ano que vem e em 2011, não teremos a nossa produção porque ainda não foi liberada a patente para nós. Quando tivermos autorização, o valor vai cair muito e poderemos produzir muito mais”, explica ele, que revelou também que o custo é de R$ 150 o milheiro da muda nacional e R$ 350 o milheiro da espécie importada.

O técnico da Emater-MG esclarece que, em locais mais quentes, em vez da irrigação por gotejamento, é aconselhado a irrigação por microaspersão, que se caracteriza pela aplicação da água e de produtos químicos, se necessário, numa fração do volume de solo explorado pelas raízes das plantas, de forma circular ou em faixa contínua.

O morango produzido aqui no Estado, de acordo com ele, é comercializado principalmente para São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e, se for congelado, chega em outros Estados do Nordeste. “Apesar de ter uma boa produção, São Paulo compra muito de Minas Gerais, porque nossa área de plantação é bem maior, ou seja, conseguimos atender uma demanda maior.”

Geração de empregos no campo

A produção de morango em no Estado gera muitos empregos, de acordo com o técnico da Emater-MG de Tocos do Moji, Luiz Fernando Faria. “Temos uma média de plantação de 1.500 hectares, sendo que aqui no Sul de Minas, temos a maior área de produção.

Cada hectare necessita de dez pessoas trabalhando, então, são 15 mil empregos diretos”, diz, lembrando que em uma plantação de morango, para quem deseja iniciar na atividade, necessita de cuidados permanentes. “Todo dia tem que cuidar. Tem que ficar por conta da plantação.”

A fruta produzida também pode ser consumida pelo comércio local, como é o caso, por exemplo, do município de Alfredo Vasconcelos, na Região do Campo das Vertentes, que possui produção de morango do dia neutro.

A maior parte é negociada em Belo Horizonte e a menor parte vai para a produção de doces, como tortas, rocamboles, bombons, e geleias. Além disso, em agosto, o município promove o Festival de Morangos. Assim, a cidade tem total aproveitamento da produção, gerando mais empregos.

A renda é outro fator positivo. Com uma produtividade média de 50 mil quilos em Minas, o agricultor terá um custo total na produção de R$ 70 mil a R$ 80 mil, com uma renda de R$ 100 mil por hectare, ou seja, um lucro médio de R$ 30 mil por hectare plantado.

Agricultores estão satisfeitos

A produção de morangos do tipo dia neutro agrada em cheio os agricultores. O produtor de Bom Repouso, também no Sul de Minas, José Lidelmo de Andrade, afirma que o plantio da fruta é a melhor escolha para sua região, que vive de agricultura familiar. “Somos pequenos produtores, e a escolha do morango foi a melhor.

Conseguimos uma boa renda anual”, diz Lidelmo, que conta com a ajudar da mulher e da filha para o cultivo, cuidados e colheita. “O clima daqui que é do alto da Serra Verde e ajuda muito porque a temperatura cai à noite, e durante o dia é bem fresco e venta bem. Por conta disso, conseguimos fazer a irrigação por gotejamento”, diz o agricultor.

O produtor explica ainda que são plantadas dois tipos de muda: uma é a Aromas, que vem da Patagônia, na Argentina, ou do Chile. A outra é a Camarosa, produzida aqui no Brasil. Ele diz que o plantio da espécie importada é feita em julho e produz até junho. “Se o agricultor for cuidadoso, consegue um plantio maior, por mais tempo. Tem que saber manejar corretamente o túnel. Não pode deixar aquecer”, ensina. Segundo ele, a muda brasileira tem um ciclo máximo de oito meses e o plantio deve ser feito em fevereiro.

Lidelmo conta que ele e mais 21 produtores montaram uma associação para comercializar as frutas. De acordo com ele, a venda é feita principalmente em São Paulo. No entanto, eles querem ganhar o mercado da capital mineira. “Já compramos um carro para fazer as entregas em São Paulo, que é o nosso grande comprador.

Vamos participar do Superminas para poder realizar negócios diretamente com os nosso compradores e queremos vender para pessoas de Belo Horizonte também.”

E os agricultores de Bom Repouso querem ir mais longe. Lidelmo revela que para haver um aproveitamento total da fruta, eles gostariam de montar uma agroindústria na cidade. “Temos o apoio muito grande do Sebrae-MG, mas, se o Governo nos ajudar, poderemos abrir em 2010 uma agroindústria e iniciar uma produção de geleias e outras coisas. Aí teremos uma outra renda. É a nossa meta para o ano que vem.

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EXPOSIÇÃO EM SP


A CENTRAL DE NEGOCIOS CORAÇÃO DO VALE VAI EXPOR SEUS PRODUTOS NO
"26 CONGRESSO DE GESTÃO E FEIRA INTERNACIONAL DE NEGÓCIOS EM SUPERMERCADOS"
NO EXPO CENTER NORTE - SÃO PAULO SP, NOS DIAS 10 a 13 de Maio de 2010
.
PARTICIPE E CONHEÇA OS PRODUTOS CORAÇÃO DO VALE.

São Paulo recebe o maior evento supermercadista do mundo e a melhor opção de evento de alimentos das Américas

De 10 a 13 de maio, o Expo Center Norte será palco de um evento grandioso. A APAS 2010 – Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, em sua 26ª edição, reunirá toda a cadeia do abastecimento para discutir o tema Diversidade – O mundo novo do novo consumidor.
O tema vem ao encontro dos desafios enfrentados pelo setor diante de um cenário complexo e inexplorado. A diversidade cerca as pessoas em todas as atividades cotidianas. Dentro dessa lógica, causa uma transformação no consumo.

São inúmeras opções de serviços, mix de produtos, diversos canais, concorrência acirrada, uma constante exposição multimídia e novas tecnologias permeando todo o processo. Dessa conjuntura, surge um consumidor com uma liberdade de escolha nunca vista antes. Mais do que isso, surgem tipos de consumidores diversificados, exigentes e que se influenciam entre si.
Essa cultura de consumo amadurecida, multifacetada e consciente de seu poder tem efeitos imediatos no dia a dia do supermercadista. Estar preparado para a tomada correta de decisão é fator essencial para quem quer se destacar no setor varejista.
O compromisso da APAS – Associação Paulista de Supermercados em atuar lado a lado com os supermercadistas, visando integrar, fortalecer e ampliar a representatividade desse segmento, resulta no maior evento supermercadista do mundo e melhor opção de evento de alimentos das Américas, que a cada ano consolida seu papel de destaque. Essa constatação talvez seja reflexo da própria força do setor varejista no País, que representa um faturamento de R$ 158 bilhões e 5,5% do PIB, gerando 877 mil empregos diretos e cerca de 3 milhões indiretos.

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SEMANA DO MEIO AMBIENTE - ASMEC

Semana do Meio Ambiente

Aconteceu no dias 09 e 10 de Junho de 2010 na Faculdade ASMEC o primeiro Simpósio sobre o Meio Ambiente.Evento este que ficou a cargo da turma do 3º periodo de Gestão Ambiental. Nos dois dias do evento aconteceram palestras sobre o tema " Meio Ambiente" e temas variados, teatro, exposição de materiais reciclados. A cooperativa de Morangos Coração do Vale a convite do 1º periodo de Gestão Ambiental marcou presença no segundo dia do evento ( dia 10) representados pelo senhor José Lidelmo e Senhor Anilto, ambos compartilharam com todos os presentes sobre a trajetoria da associação e também infocaram sobre a produção organica e semi-organica de morangos. Durante a apresentação os presentes puderam degustar os morangos que a associação coração do vale cultiva.
Em Breve estaremos publicando fotos do evento

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